Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.
Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.
Esta obra, agora reeditada, além de constituir um estudo de caso exemplar, representa mais um decisivo passo à compreensão e desvendamento de uma fase particularmente importante da história das ciências sociais no Brasil, ao resgatar a influência e os efeitos da chamada Escola de Chicago na produção intelectual brasileira.
Uma obra inovadora que mergulha no papel da linguagem no entendimento e na gestão dos riscos em diferentes campos do saber. Mary Jane Paris Spink parte de sua experiência como psicóloga social para apresentar uma abordagem única, fundamentada em teorias construcionistas e análises discursivas, investigando como a linguagem molda práticas, políticas e percepções em torno do risco.
A obra apresenta, pela primeira vez e na íntegra, alguns dos mais importantes tratados recolhidos sob o nome de Hipócrates na coleção de textos gregos chamada de Corpus Hippocraticum. Os tratados escolhidos apresentam importantes conceitos e preceitos desenvolvidos há mais de dois milênios e que, até hoje, estão presentes na prática médica ocidental. O leitor encontra textos sobre a importância da medicina hipocrática, tratados deontológicos, que estabeleceram os alicerces práticos da ética médica, e sobre o universo da prática médica antiga.
Esta obra combina distintas experiências multidisciplinares e uma abordagem sistêmica, de modo a conjugar elementos de diferentes setores ou disciplinas, como aspectos socioeconômicos, ambientais e de saúde, no estudo de um objeto único: a situação da saúde em uma metrópole brasileira com mais de dois milhões de habitantes, em meio à maior floresta tropical do planeta e às margens de dois dos maiores rios do mundo.
Em meio às comemorações pelos 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro, a Editora Fiocruz traz ao público a segunda edição de um livro que é referência no estudo de habitações populares e favelas no Brasil e na América Latina: A Sociologia do Brasil Urbano, do antropólogo Anthony Leeds e da cientista política Elizabeth Leeds. O original, fruto de uma década de pesquisas, havia sido originalmente publicado em 1978 por iniciativa do antropólogo Gilberto Velho.
O livro trata de um período crucial para a construção do Estado moderno no Brasil, a Era Vargas, quando então foi criado o Ministério da Educação e Saúde, e das medidas adotadas pelo Estado para consagrar a definição do modelo de prestação de serviços públicos de saúde voltados a à população brasileira. Isto se constituiu, na época, como instrumento de um processo que previa também o fortalecimento do poder público no interior do país.
Se hoje a palavra tecnologia é muito relacionada a sistemas de comunicação e informação, nem sempre foi assim. No início do século XX, a química era vista como a grande ferramenta “tecnológica”, usada para produzir alimentos em maior quantidade, bens mais acessíveis, para curar doenças - era, enfim, algo fundamental para a economia de um país.
Informações sobre os principais problemas dermatológicos, infecciosos ou não, que acometem pacientes com Aids foram reunidas neste CD-ROM, cujo objetivo é auxiliar os profissionais de saúde no atendimento e tratamento desses pacientes. A obra traz 44 pranchas e respectivos verbetes descritivos sobre as manifestações cutâneas na síndrome da imunodeficiência humana. As imagens usadas pertencem ao acervo do Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Universitário Gafrée e Guinle da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). A obra é fruto do trabalho e da experiência de uma equipe de 11 profissionais, entre dermatologias e especialistas em anatomia patológica e Aids, a maioria da UniRio, mas também da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Fundamentada em pesquisa sobre o aumento da inserção de adolescentes no universo do tráfico de drogas, esta obra oferece uma análise histórica sobre as razões que levam ao envolvimento dos jovens com o ´mercado de drogas´, especialmente no Rio de Janeiro. A proposta teve como diferencial o fato de ter sido elaborada com base no processo de avaliação do Sistema Aplicado de Proteção, cujo objetivo foi gerar condições socioeconômicas que impedissem a reincidência e favorecessem a reestruturação e o fortalecimento dos vínculos familiares de jovens que cumpriam medidas socioeducativas. A riqueza contida na experiência desses jovens é expressa nos vários depoimentos colhidos.
A sexualidade como função fisiológica e o desejo sexual como necessidade orgânica primária. A educação sexual – para homens e mulheres – como estratégia para solucionar não só o problema das doenças venéreas, mas outros como a desarmonia conjugal e as perversões sexuais. A legitimação e institucionalização da andrologia, a ciência do homem. A crítica à abstinência sexual socialmente imposta às mulheres solteiras e viúvas. Essas eram algumas das ideias defendidas pelo autoproclamado sexólogo e andrologista brasileiro José de Albuquerque, médico que, embora tenha enfrentado tabus, levantado polêmicas e causado rebuliço na elite carioca nos anos 1930, ficou esquecido ao longo das décadas seguintes. Mas agora esse importante personagem da história da sexualidade no Brasil volta à cena com a publicação de sua autobiografia até então inédita.
Bem mais que um relato sobre ultrassonografia fetal em mulheres de camadas médias do Rio de Janeiro, a obra propõe uma reflexão refinada sobre o papel da tecnologia médica na (re)definição do corpo e da própria realidade em que vivemos. Os resultados, apresentados, contribuem para o debate sobre a construção do feto como pessoa mediada pela tecnologia de imagem.
O livro guia o leitor pelos caminhos do pensamento médico brasileiro no século XIX e as origens da medicina tropical no país. Mais especificamente, fala da gênese da parasitologia helmintológica (estudo de vermes parasitas) e mostra como esse novo saber se legitimou e foi incorporado às práticas de diagnóstico, tratamento e profilaxia de doenças.
Nina Rodrigues teve uma vida curta – morreu aos 44 anos, em 1906 –, mas deixou uma obra significativa. Formado em medicina e atuante como professor, foi um intelectual bastante envolvido com os debates de sua época, notadamente no que se refere às questões da nacionalidade. Apesar de apontado como herói fundador da antropologia e da medicina legal no Brasil, sua trajetória também tem sido alvo de muitas críticas, como as que miram as suas teorias fundadas no racismo científico e na criminologia biológica. Ao analisar o trabalho de Nina Rodrigues, a autora evita o anacronismo e considera o contexto social e político da época.
As novas tecnologias biomédicas têm impactos não só na saúde, mas também sociais, políticos, éticos e econômicos, o que coloca desafios para historiadores, filósofos, antropólogos e sociólogos. Reflexões e análises sobre o assunto são apresentadas nesta coletânea, cujos artigos abordam os mais variados fenômenos: os testes de ancestralidade genética, a polêmica sobre uso de embriões para produção de células-tronco, a gênese da loucura e da violência, diagnósticos moleculares, doação de sêmen e longevidade humana, assim como o papel da biomedicina na luta sindicalista e no reconhecimento de direitos de povos indígenas.
The book is divided into four parts - Parasites, Hosts, and Human Environment; Parasites Remains Preserved in Various Materials and Techniques in Microscopy and Molecular Diagnostics; Parasite Findings in Archeological Remains: a paleographic view; and Special Studies and Perspectives. Signed by authors from various countries such as Argentina, USA, Germany and France, the book has chapters devoted to the discoveries of paleoparasitology on all continents.
Edição comemorativa aos noventa anos da descoberta da doença de Chagas, esta obra propicia a estudantes e pesquisadores brasileiros e latino-americanos uma visão global de questões obscuras da relação Trypanosoma cruzi-hospedeiro - para as quais cientistas de todo o mundo ainda buscam respostas, junto com as ferramentas para a investigação da moléstia - em forma de manual para experimentação animal. O objetivo é municiar a nova geração de cientistas com que o Brasil contará neste início de século e milênio. Eles ainda encontrarão cinco milhões de indíviduos chagásicos, sob o risco de morte por cardiopatia, a desafiar sua capacidade de explicar por que alguns desenvolvem a doença enquanto outros equilibram muito bem o convívio na relação parasita-hospedeiro.
Neste livro, com base em evidências empíricas de longas séries históricas e informações abrangentes, a autora discorda das duas abordagens anteriores e apresenta uma nova leitura: o sistema federativo brasileiro é bastante centralizado, o que não deve ser confundido com ausência de mecanismos de frear a influência do governo central – apesar da forte presença da União, estados e municípios são atores relevantes na formulação e implementação de políticas públicas.
O Aprendizado da Sexualidade: reprodução e trajetórias sociais de jovens brasileiros descortina amplo repertório de possibilidades e constrangimentos da vida juvenil no Brasil. Ao contrário do que pensa o senso comum, tão afeito a fórmulas auto-evidentes, o “problema” da gravidez na adolescência é, ao mesmo tempo, mais simples e mais complexo. Mais simples, porque parte de sua magnitude resulta de pré-conceitos sobre como deve se dar a transição para a vida adulta, forjados por idealizações morais e de classe que pouco têm a ver com as experiências e dilemas da juventude. Com sensibilidade e desprendimento a GRAVAD acercou-se dessa realidade, encontrando cenário heterogêneo o bastante para ser capaz de identificar, em cada nicho social, os desafios mais cruciais a serem superados nessa etapa da vida.
A autora analisa a trajetória de Darcy Ribeiro entre o fim da década de 1940 e meados da década de 1950, quando, recém-formado pela Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo (ELSP), ele passou a fazer parte dos quadros especializados do Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Para esta análise, ela recorre aos textos do antropólogo e a material arquivístico do período citado, com grande ênfase na correspondência trocada entre ele e alguns intelectuais da época.
Livro premiado e traduzido em diversos idiomas, Anatomia de uma Epidemia aborda a controvertida questão das drogas e tratamentos psiquiátricos. O autor foi impulsionado a escrever sobre o que considera “um tremendo campo minado político” a partir de uma reportagem sobre maus-tratos em pesquisas com pacientes psiquiátricos, como, por exemplo, o uso de medicamentos para exacerbar sintomas em esquizofrênicos ou, ao contrário, para privá-los de antipsicóticos. Escrevendo uma série de reportagens sobre esses experimentos, Whitaker estava convencido de que novas drogas psiquiátricas eram desenvolvidas para ajudar a “equilibrar” a química cerebral e que seria antiético retirar a medicação dos pacientes experimentalmente.
Dividida em sete capítulos, a obra oferece uma análise cronológica e temática dos esforços para transformar a Amazônia em um polo de integração econômica. Andrade baseia-se em vasta documentação, incluindo relatórios governamentais, periódicos científicos e arquivos de agências internacionais, apresentando uma narrativa complexa que envolve uma diversidade de agentes.
Narrado em terceira pessoa, Pellegrini utiliza uma abordagem que combina poesia e testemunho, criando uma narrativa metaetnográfica que desafia as fronteiras entre realidade e ficção. A construção de uma personagem central, que mescla as vozes do autor e dos Yanomami, é uma escolha literária que aproxima o leitor da vivência desses povos. A obra revela os desafios enfrentados diante da exploração e da violência, mas também ressalta a resistência e a força cultural dos Yanomami.
Complexidade e Ação Sistêmica na Saúde Coletiva propõe uma nova forma de compreender e intervir nos problemas que atravessam a saúde pública contemporânea. Com base nos conceitos de sistema e complexidade, os autores apresentam uma metodologia original , a Metodologia Sistêmica para a Ação (MSA), que integra diferentes campos do conhecimento e amplia a capacidade analítica e prática diante de fenômenos sociais complexos.
Com nove capítulos assinados por autoras de referência nos campos da saúde, das ciências sociais e dos direitos humanos, a coletânea aborda temas como mortalidade materna, racismo obstétrico, esterilizações forçadas, experiências reprodutivas de homens trans e mulheres indígenas, além das violências institucionais sofridas por mães em situação de vulnerabilidade. O foco da publicação é evidenciar como desigualdades de gênero, raça, classe, deficiência e território impactam diretamente o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos.
A Editora Fiocruz lança o livro Ciência e Saúde pela Vida: 125 anos de história da Fiocruz, obra coletiva que documenta, analisa e celebra os marcos históricos, científicos e sociais da instituição. Organizado por Dominichi Miranda de Sá, André Felipe Cândido da Silva, Tamara Rangel Vieira, Vanessa Pereira da Silva e Mello e Lorenna Ribeiro Zem El-Dine, o livro é composto por textos introdutórios e reúne 121 verbetes escritos por 83 autores, em sua maioria historiadores da ciência e da saúde, e oferece ao público uma leitura acessível, crítica e profundamente conectada com os desafios do país.
Resultado da chamada pública Coletâneas Temas Inovadores, promovida pela Editora Fiocruz, o livro reúne pesquisadores do Brasil e do exterior em uma análise crítica, interdisciplinar e transnacional das trajetórias de refugiados do nazismo que encontraram exílio no Brasil. A coletânea investiga os impactos desses deslocamentos forçados nas ciências, na cultura e nas instituições brasileiras.
Eugenia: ontem e hoje analisa a história da eugenia e suas permanências na sociedade atual. Ao explorar como ideias e práticas eugenistas se mantêm por meio de formas contemporâneas de exclusão, como o racismo, a misoginia e a homofobia , o livro propõe uma reflexão crítica sobre as desigualdades que ainda estruturam o mundo em que vivemos.
Neste livro, a autora aborda os arranjos tecnológicos disponíveis para a organização das práticas epidemiológicas nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Na obra, busca pensar as relações entre necessidades sociais em saúde, saberes e conhecimentos científicos, instrumentos técnicos e tecnologias capazes de orientar a prática em saúde coletiva.
O livro explora a evolução da epidemiologia, abordando sua transição de uma ciência considerada "tímida" para um campo audacioso e central na saúde coletiva. Naomar de Almeida Filho, renomado epidemiologista, oferece uma análise crítica da disciplina, contextualizando-a nos desafios impostos pela pandemia de COVID-19. A obra examina conceitos fundamentais como risco, causalidade e desigualdades em saúde, propondo uma nova abordagem que articula saberes biomoleculares, sociais e culturais.
O livro, fruto de tese de doutorado, defendida em 2017 no Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ), parte de um olhar genealógico e arqueológico para elaborar uma biografia da testosterona na ciência: como surgiu e passou a existir algo que hoje conhecemos como o hormônio testosterona.
Cuidadoso trabalho de pesquisa histórica e sofisticada e inovadora abordagem sociológica que esquadrinha as ações da Divisão Sanitária Internacional da Fundação Rockefeller no Brasil, em particular na sua efetiva articulação com os serviços sanitários estaduais, na formação de escolas de saúde pública, na organização de serviços de saúde e na formação profissional ao longo da primeira metade do século XX. Tendo São Paulo como principal foco, a obra também ilumina a trajetória profissional de Geraldo Horácio de Paula Souza, importante sanitarista nacional. A narrativa e interpretação da autora têm implicações muito mais abrangentes do que as instituições e personagens que analisa.
A interseção entre a experiência da epidemia da aids no Brasil e a transição, no campo da saúde coletiva, de uma saúde internacional, para uma saúde global, no início do século XXI, resultou em um protagonismo singular brasileiro no cenário de resposta à aids. Protagonismo que atingiu seu ápice em 2001, quando o país e seu programa de aids foram considerados um modelo para o mundo. Este livro traça uma história da resposta ao HIV e à aids no Brasil e no mundo e como esta resposta moldou e foi moldada pelo campo da saúde global.
Este volume, fruto do trabalho do Ambulatório de Seguimento do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), abrange, de forma interdisciplinar, diferentes áreas clínicas e do desenvolvimento infantil, para dar conta da complexidade dos cuidados necessários voltados às crianças nascidas pré-termo
Na interface entre a história sanitária, econômica e administrativa, a obra lança uma luz multifacetada sobre o desenvolvimento e as condições de produção na pecuária leiteira no Brasil. Para tanto, examina temas centrais da história da Primeira República Brasileira (1889-1930) e dos regimes desenvolvimentistas, às vezes democraticamente legitimados, às vezes autoritários, entre 1930 e 1964.
O livro apresenta a dura realidade dos idosos encarcerados no Rio de Janeiro, tema de pesquisa conduzida pelas autoras no Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz). O grupo de pesquisadores orientado por Minayo e Constantino mapeou o perfil físico e mental dessa população, suas condições de vida e expectativas futuras. O estudo revela as más condições enfrentadas pelos idosos nas prisões, bem como oferece reflexões e sugestões para melhorar o sistema penitenciário, ainda pouco preparado para lidar com essa parcela da população.
Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.