Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.
Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.
O Aprendizado da Sexualidade: reprodução e trajetórias sociais de jovens brasileiros descortina amplo repertório de possibilidades e constrangimentos da vida juvenil no Brasil. Ao contrário do que pensa o senso comum, tão afeito a fórmulas auto-evidentes, o “problema” da gravidez na adolescência é, ao mesmo tempo, mais simples e mais complexo. Mais simples, porque parte de sua magnitude resulta de pré-conceitos sobre como deve se dar a transição para a vida adulta, forjados por idealizações morais e de classe que pouco têm a ver com as experiências e dilemas da juventude. Com sensibilidade e desprendimento a GRAVAD acercou-se dessa realidade, encontrando cenário heterogêneo o bastante para ser capaz de identificar, em cada nicho social, os desafios mais cruciais a serem superados nessa etapa da vida.
A autora analisa a trajetória de Darcy Ribeiro entre o fim da década de 1940 e meados da década de 1950, quando, recém-formado pela Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo (ELSP), ele passou a fazer parte dos quadros especializados do Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Para esta análise, ela recorre aos textos do antropólogo e a material arquivístico do período citado, com grande ênfase na correspondência trocada entre ele e alguns intelectuais da época.
Livro premiado e traduzido em diversos idiomas, Anatomia de uma Epidemia aborda a controvertida questão das drogas e tratamentos psiquiátricos. O autor foi impulsionado a escrever sobre o que considera “um tremendo campo minado político” a partir de uma reportagem sobre maus-tratos em pesquisas com pacientes psiquiátricos, como, por exemplo, o uso de medicamentos para exacerbar sintomas em esquizofrênicos ou, ao contrário, para privá-los de antipsicóticos. Escrevendo uma série de reportagens sobre esses experimentos, Whitaker estava convencido de que novas drogas psiquiátricas eram desenvolvidas para ajudar a “equilibrar” a química cerebral e que seria antiético retirar a medicação dos pacientes experimentalmente.
Dividida em sete capítulos, a obra oferece uma análise cronológica e temática dos esforços para transformar a Amazônia em um polo de integração econômica. Andrade baseia-se em vasta documentação, incluindo relatórios governamentais, periódicos científicos e arquivos de agências internacionais, apresentando uma narrativa complexa que envolve uma diversidade de agentes.
Narrado em terceira pessoa, Pellegrini utiliza uma abordagem que combina poesia e testemunho, criando uma narrativa metaetnográfica que desafia as fronteiras entre realidade e ficção. A construção de uma personagem central, que mescla as vozes do autor e dos Yanomami, é uma escolha literária que aproxima o leitor da vivência desses povos. A obra revela os desafios enfrentados diante da exploração e da violência, mas também ressalta a resistência e a força cultural dos Yanomami.
Complexidade e Ação Sistêmica na Saúde Coletiva propõe uma nova forma de compreender e intervir nos problemas que atravessam a saúde pública contemporânea. Com base nos conceitos de sistema e complexidade, os autores apresentam uma metodologia original , a Metodologia Sistêmica para a Ação (MSA), que integra diferentes campos do conhecimento e amplia a capacidade analítica e prática diante de fenômenos sociais complexos.
Com nove capítulos assinados por autoras de referência nos campos da saúde, das ciências sociais e dos direitos humanos, a coletânea aborda temas como mortalidade materna, racismo obstétrico, esterilizações forçadas, experiências reprodutivas de homens trans e mulheres indígenas, além das violências institucionais sofridas por mães em situação de vulnerabilidade. O foco da publicação é evidenciar como desigualdades de gênero, raça, classe, deficiência e território impactam diretamente o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos.
A Editora Fiocruz lança o livro Ciência e Saúde pela Vida: 125 anos de história da Fiocruz, obra coletiva que documenta, analisa e celebra os marcos históricos, científicos e sociais da instituição. Organizado por Dominichi Miranda de Sá, André Felipe Cândido da Silva, Tamara Rangel Vieira, Vanessa Pereira da Silva e Mello e Lorenna Ribeiro Zem El-Dine, o livro é composto por textos introdutórios e reúne 121 verbetes escritos por 83 autores, em sua maioria historiadores da ciência e da saúde, e oferece ao público uma leitura acessível, crítica e profundamente conectada com os desafios do país.
Resultado da chamada pública Coletâneas Temas Inovadores, promovida pela Editora Fiocruz, o livro reúne pesquisadores do Brasil e do exterior em uma análise crítica, interdisciplinar e transnacional das trajetórias de refugiados do nazismo que encontraram exílio no Brasil. A coletânea investiga os impactos desses deslocamentos forçados nas ciências, na cultura e nas instituições brasileiras.
Eugenia: ontem e hoje analisa a história da eugenia e suas permanências na sociedade atual. Ao explorar como ideias e práticas eugenistas se mantêm por meio de formas contemporâneas de exclusão, como o racismo, a misoginia e a homofobia , o livro propõe uma reflexão crítica sobre as desigualdades que ainda estruturam o mundo em que vivemos.
Neste livro, a autora aborda os arranjos tecnológicos disponíveis para a organização das práticas epidemiológicas nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Na obra, busca pensar as relações entre necessidades sociais em saúde, saberes e conhecimentos científicos, instrumentos técnicos e tecnologias capazes de orientar a prática em saúde coletiva.
O livro explora a evolução da epidemiologia, abordando sua transição de uma ciência considerada "tímida" para um campo audacioso e central na saúde coletiva. Naomar de Almeida Filho, renomado epidemiologista, oferece uma análise crítica da disciplina, contextualizando-a nos desafios impostos pela pandemia de COVID-19. A obra examina conceitos fundamentais como risco, causalidade e desigualdades em saúde, propondo uma nova abordagem que articula saberes biomoleculares, sociais e culturais.
O livro, fruto de tese de doutorado, defendida em 2017 no Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ), parte de um olhar genealógico e arqueológico para elaborar uma biografia da testosterona na ciência: como surgiu e passou a existir algo que hoje conhecemos como o hormônio testosterona.
Cuidadoso trabalho de pesquisa histórica e sofisticada e inovadora abordagem sociológica que esquadrinha as ações da Divisão Sanitária Internacional da Fundação Rockefeller no Brasil, em particular na sua efetiva articulação com os serviços sanitários estaduais, na formação de escolas de saúde pública, na organização de serviços de saúde e na formação profissional ao longo da primeira metade do século XX. Tendo São Paulo como principal foco, a obra também ilumina a trajetória profissional de Geraldo Horácio de Paula Souza, importante sanitarista nacional. A narrativa e interpretação da autora têm implicações muito mais abrangentes do que as instituições e personagens que analisa.
A interseção entre a experiência da epidemia da aids no Brasil e a transição, no campo da saúde coletiva, de uma saúde internacional, para uma saúde global, no início do século XXI, resultou em um protagonismo singular brasileiro no cenário de resposta à aids. Protagonismo que atingiu seu ápice em 2001, quando o país e seu programa de aids foram considerados um modelo para o mundo. Este livro traça uma história da resposta ao HIV e à aids no Brasil e no mundo e como esta resposta moldou e foi moldada pelo campo da saúde global.
Este volume, fruto do trabalho do Ambulatório de Seguimento do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), abrange, de forma interdisciplinar, diferentes áreas clínicas e do desenvolvimento infantil, para dar conta da complexidade dos cuidados necessários voltados às crianças nascidas pré-termo
Na interface entre a história sanitária, econômica e administrativa, a obra lança uma luz multifacetada sobre o desenvolvimento e as condições de produção na pecuária leiteira no Brasil. Para tanto, examina temas centrais da história da Primeira República Brasileira (1889-1930) e dos regimes desenvolvimentistas, às vezes democraticamente legitimados, às vezes autoritários, entre 1930 e 1964.
O livro apresenta a dura realidade dos idosos encarcerados no Rio de Janeiro, tema de pesquisa conduzida pelas autoras no Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz). O grupo de pesquisadores orientado por Minayo e Constantino mapeou o perfil físico e mental dessa população, suas condições de vida e expectativas futuras. O estudo revela as más condições enfrentadas pelos idosos nas prisões, bem como oferece reflexões e sugestões para melhorar o sistema penitenciário, ainda pouco preparado para lidar com essa parcela da população.
A reflexão crítica sobre a trajetória e os desafios relacionados à Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil torna-se densa e inspiradora de debates e propostas de intervenção quando se reúnem perspectivas diversas a respeito dos caminhos teóricos, das experiências em diferentes territórios, das práticas profissionais e dos processos de trabalho. Tal panorama permite compreender o valor desta política social para a conquista do direito universal à saúde e para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Este é o convite que nos fazem os autores desta obra, escrita com o objetivo de atingir gestores, pesquisadores, estudantes e trabalhadores que atuam na APS. Em um contexto que exige capacidade de escuta e argumentação, o cuidado das análises se soma à preocupação com a clareza de linguagem, ou seja, com uma proposta pedagógica.
Uma análise sócio-histórica da gênese de políticas de saúde na França. Os temas em debate incluem as políticas de luta contra o câncer e a Aids, e aquelas destinadas ao enfrentamento de problemas como as crianças ‘inadaptadas’ ou ‘anormais’, com ‘inteligência inferior’, e os jovens ‘delinquentes’, usuários de drogas. Embora os estudos de caso tratem da experiência francesa, a obra traz contribuições importantes para o leitor brasileiro, principalmente por conta dos aspectos universais que podem ser apreendidos a partir da leitura.
Se, por um lado, as epidemias de dengue causam forte impacto na rede de atenção à saúde no Brasil, por outro, o país tem, de fato, uma enorme competência estabelecida na pesquisa e na prestação de serviços em dengue – considerada atualmente a mais importante arbovirose no mundo. Este livro analisa a dengue sob a ótica dos desafios impostos ao Brasil, que ultrapassam os limites do setor saúde, abrangendo as áreas de educação, comunicação social, saneamento básico etc. Tendo como autores profissionais renomados de diferentes áreas – médicos, jornalistas, educadores, entomologistas, epidemiologistas, matemáticos e gestores –, a coletânea aborda uma ampla variedade de temas, do histórico às inovações científico-tecnológicas em desenvolvimento, incluindo as vacinas preventivas e o controle vetorial por meio de mosquitos biológica ou geneticamente modificados.
Nesta coletânea de ensaios, treze pesquisadores de diversas áreas do conhecimento refletem sobre a loucura no amplo e multifacetado âmbito da cultura. Romances, contos, textos memorialísticos, teatro, cinema e outras produções ensejam o pensamento sobre os "desvios da razão", sob ponto de vista da crítica literária e cultural, da historiografia e sociologia e do vasto campo da saúde mental.
A autora se aprofunda e esmiúça questões que envolvem o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (Paism), que se torna Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Pnaism) e, posteriormente, a Rede Cegonha (RC). O Paism se inicia em um momento de ebulição política e de reconquista da democracia, alguns anos antes da elaboração da Constituição de 1988 e do Sistema Único de Saúde (SUS), momento fundamental da ampliação de direitos. Já o Pnaism se estabelece em um contexto no qual a saúde reprodutiva é reconhecida globalmente como um direito humano e a violência contra a mulher é tomada como um problema de saúde pública, ao passo que a RC focaliza a dimensão inaceitável das mortes maternas desnecessárias e evitáveis. A participação das mulheres, os conflitos, as dificuldades, os avanços e retrocessos estão analisados na obra, que coloca a questão: quem são as mulheres protagonistas e alvo dessas políticas?
O desafio: entender a segurança alimentar e nutricional como um bem público em sociedades pautadas em economias de mercado e como uma questão ampla que demanda a articulação de ações relacionadas à produção, comercialização, abastecimento, acesso e consumo de alimentos. O caminho: reflexões teóricas e metodológicas articuladas a análises sobre experiências implementadas no Brasil. O resultado: esta coletânea que discute as conexões entre dinâmica alimentar, sistema alimentar e políticas públicas, direitos sociais e padrões de desenvolvimento equitativos. A construção do conceito de segurança alimentar e nutricional é o assunto explorado na primeira parte do livro, que também aborda as interfaces com os campos da economia, nutrição, sociologia e políticas públicas. Já na segunda parte, discutem-se as experiências de diferentes programas e ações, bem como questões de planejamento e avaliação. A terceira parte é dedicada a segmentos populacionais específicos.
Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.