Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.
Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.
Um desafio para pais – iniciantes ou mesmo mais experientes que seguem buscando se aprimorar – é entender os filhos e seu desenvolvimento. Lançado em 2015, o livro O cérebro da criança traz informações relevantes sobre o amadurecimento dos pequenos. Agora, a Dra. Mariana Uebel, neurocientista brasileira, atualiza e expande essa proposta. Em O cérebro na infância , publicado em abril de 2022, a Dra. Uebel explica não somente como o cérebro funciona, o conceito de neuroplasticidade e a regulação das emoções, mas também os valores e as virtudes, os vínculos e estilos parentais, a importância da saúde materna, o bullying. Ela esclarece ainda como favorecer a garra e a resiliência, além de diversos outros conceitos fundamentais para formar crianças felizes e realizadas. Tudo isso em uma linguagem acessível, com exemplos próprios da realidade brasileira obtidos a partir dos seus anos de experiência clínica e estudos.
Pandemia é uma epidemia de grandes proporções. Os cientistas temem que a humanidade seja vítima de uma pandemia capaz de matar dezenas e até centenas de milhões de pessoas no mundo todo. Para que isto aconteça basta que apareça uma doença que combine enorme capacidade de contaminação (de preferência antes de os sintomas aparecerem) com poder para matar grande número de pacientes infectados. A grande concentração urbana que caracteriza a humanidade em nossa época (ao contrário do que aconteceu quando das grandes febres do começo do século XX) facilita a propagação. As viagens aéreas ganharam enorme incremento, fazendo com que vírus e bactérias atravessem oceanos com rapidez. Além disso, nossas cidades propiciam grandes aglomerações como jogos e shows para dezenas de milhares; dispomos de sistemas coletivos de transporte, como metrô, trens urbanos e ônibus, em que milhões se acotovelam e respiram o mesmo ar; de resto, mesmo situações de trabalho em fábricas e escritórios, além de escolas, fazem com que o potencial de transmissão por vírus ou bactérias seja explosivo.
Aqui o feminismo não é apenas mais uma teoria defendida na universidade, nem uma trincheira de políticos em busca de votos. Marli Gonçalves, combatente de primeira hora, sai uma vez mais em campo para ajudar mulheres e homens a praticar o feminismo, a lutar por uma sociedade mais justa. Marli foge dos teóricos da moda, assim como do(a)s político(a)s oportunistas. O feminismo que prega é o vivido, não apenas o pensado. Este livro é o presente ideal para mulheres e homens que queiram – ou precisem – aprender o que é mesmo esse tal de feminismo...
Malária, sífilis, tuberculose, ebola, gripe, aids, sarampo e outros males que atacam a humanidade revelam muito mais da nossa história do que imaginamos. Os passos do homem ao longo das épocas, pelos continentes, o início da utilização de vestimentas, a convivência com diversos animais, o encontro com outros seres humanos: tudo isso pode ser desvendado agora com o estudo microscópico de vírus, bactérias e parasitas que cruzaram - e cruzam - o nosso caminho. Esses pequenos seres têm sido protagonistas centrais e narradores, não meros coadjuvantes, do processo histórico. Por meio do dna dos microrganismos, podemos saber quando e como as epidemias atuais se iniciaram e de que forma elas condicionaram a existência humana, dizimando populações, estimulando conflitos, infectando combatentes, promovendo êxodos, propiciando miscigenação, fortalecendo ou enfraquecendo povos.
Queremos todos viver com saúde. Mas será que nosso cotidiano é, de fato, saudável? Abusamos do álcool? Somos excessivamente estressados? Não dispensamos o cigarro? Como está nossa alimentação e o sono? Qual nossa relação com vacinas e remédios? E o que dizer de check-ups e vitaminas? Costumamos nos exercitar? O clínico geral Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas da USP, aborda todas essas questões com muita informação, bom senso e uma dose generosa de bom humor. “Neste livro, existem dúvidas e soluções dadas pela Medicina que poderão fazer com que você viva mais e melhor. Afinal, a saúde permeia todas as nossas atitudes diárias.” “Tabagismo é uma doença, uma pandemia e a maior causa de mortes e adoecimento evitável do mundo. Metade dos tabagistas morrerá devido ao cigarro.” “Poucas ações na História tiveram tanto impacto para reduzir mortalidade quanto a vacinação. Seu custo-benefício é fantástico.” “Comemos muito mais do que precisamos,além de comer errado.
Durante dezenas de milhares de anos os seres humanos viveram, em média, apenas 30 anos. O grande aumento de nossa expectativa de vida começou somente lá por 1750, no Ocidente. Água potável, saneamento básico, melhora na alimentação tiveram um impacto notável. Depois, vieram as vacinas. Em dois séculos nossa longevidade duplicou. De 1950 para cá, avanços na área médica e farmacêutica propiciaram um ganho médio de mais 25 anos de vida. Há quem ache que viveremos cada vez mais e melhor. Será? Problemas ambientais e comportamentais já estão causando doenças crônicas e provocam retrocessos na saúde humana. A pandemia de covid-19 não é resultado do acaso, mas uma ilustração das disfunções das sociedades humanas, principalmente de sua relação com o meio ambiente. Conhecer a trajetória da saúde humana e entender os atuais desafios é urgente para pensarmos o mundo que deixaremos às futuras gerações.
O conceito de sexo saudável muda com o tempo. O que ontem era aberração, hoje pode ser extravagante, incomum ou até uma forma de ‘apimentar’ a vida sexual e ‘sair da rotina’.” “O sexo nunca foi 100% binário nas mais diferentes civilizações. Essa realidade nunca esteve tão explícita como a partir da era digital.” “O sexo sem atração é praticado desde que o mundo é mundo, a serviço de estabilidade, equilíbrio ou ponderação impossíveis de se sustentar se todo sexo exercido sobre a face da Terra fosse movido pelo magnetismo e pelo fascínio.” “Se os homens se masturbam hoje, será menos provável que façam sexo a dois amanhã. Já as mulheres terão mais interesse numa relação sexual no dia seguinte à masturbação.” “Sexo é a boca, a mão, o pênis e a vagina. No entanto, sexo também é obsessão, prazer, desejo ou repulsa. Prisão ou liberdade. Fome ou saciedade. Sexo é a força que nos põe na cama e a energia que nos tira dela. Sem a qual você não deita nem levanta, não vira a noite nem relaxa e dorme. É funcional ou disfuncional; convencional ou inusitado. É a primeira vez com virgindade e a última como despedida. Sexo é tudo o que existe e o que não existe sexo também é. Por isso, sexo é um fantasma que assombra a memória de quem já o teve e perdeu, vendeu, comprou ou emprestou. É a devoção de quem nunca rezou.
Milton Blay, em seu O vírus e a farsa populista, nos convida a refletir sobre a opção que se apresenta diante da humanidade entre o caminho curto e longo e o caminho longo e curto. O negacionismo, o ultranacionalismo, o ódio, o fanatismo, o populismo, a ditadura parecem ser veredas mais velozes do que ensinar diversidade para nossos filhos, mas é um caminho curto e longo. Fortalecer uma sociedade em que as diferenças são percebidas como oportunidades de aprendizado é muito complexo, mas é um caminho longo e curto. Blay nos lembra, de maneira culta e atualíssima, que não existem atalhos na obsessão por um mundo democrático, plural e livre.
“Não caia na armadilha de achar que o assunto não lhe diz respeito porque parece estar distante do seu horizonte. Na verdade, começamos a envelhecer no momento em que nascemos. Todos os que temos sorte chegaremos lá e é fundamental que comecemos a praticar o quanto antes.” “Um roteiro para envelhecer bem inclui zelar pelo seu capital físico, a saúde; estimular seu capital intelectual, num permanente processo de aprendizado; alimentar seu capital social, as relações afetivas; e preservar ou expandir o patrimônio, seu capital financeiro.” “Há artigos e fórmulas de todo tipo que ensinam como ficar fabulosa depois dos 50 ou exaltam a figura da ‘vovó gata’. Isso é o oposto de lidar bem com o tempo. O amadurecimento ensina, entre outras coisas, a não se tornar escravo da opinião alheia, o que é libertador.”
Da Antiguidade até os dias de hoje, as epidemias assombram o ser humano. Chegam sorrateiras e se instalam causando pânico e destruição. A desinformação impera e, não raro, demora-se a descobrir como a doença se propaga e o que fazer para dominá-la. A famosa peste negra matou cerca de um terço da população europeia na Idade Média. De lá para cá, muita coisa mudou. Se por um lado a Medicina evoluiu, por outro, vivemos cada vez mais aglomerados em grandes cidades, viajando muito mais pelo planeta, o que torna a situação mais dramática e difícil de controlar. O infectologista Stefan Cunha Ujvari trata, neste livro fascinante e atualíssimo, das epidemias e pandemias mais marcantes da nossa história. Como a humanidade conviveu com essas doenças? Qual a importância das primeiras vacinas e como elas surgiram? Partindo da Grécia Antiga e chegando até os nossos dias, o livro aborda doenças como peste negra, sífilis, gripe, ebola. Dedica um capítulo para a covid-19 e mostra por que, afinal, essa doença parou o mundo.
História das relações de gênero é uma exploração fascinante do que ocorre com as ideias estabelecidas sobre homens e mulheres quando sistemas culturais distintos entram em contato. Valendo-se de uma grande variedade de exemplos, da pré-história ao século XXI, e abarcando diferentes sociedades, da China às Américas, da África ao norte da Europa, passando por Oriente Médio, Rússia, Japão e Austrália, o historiador Peter N. Stearns delineia o quadro dos encontros culturais internacionais mais significativos e seus efeitos sobre as relações de gênero. O impacto do islamismo e das práticas de gênero do Oriente Médio na Índia e na África subsaariana; o resultado dos contatos da China com a condição feminina entre japoneses e mongóis; a influência colonial européia na América, Índia, África e Oceania; o impacto das ações internacionais no Oriente Médio; e os efeitos da atuação de organizações internacionais e do consumismo global são alguns dos assuntos discutidos neste livro.
Um dos maiores problemas de pais e educadores é saber como enfrentar a questão do álcool e das drogas na adolescência. É de suma importância que os responsáveis entendam a situação, participem da vida dos jovens e estejam preparados para agir, se for o caso. Para ajudá-los nessa tarefa, a psicóloga Ilana Pinsky e o educador Cesar Pazinatto abordam neste livro, de forma clara e direta, tópicos como: O papel da escola e dos amigos; como identificar o uso; como combater o problema; como manter um diálogo produtivo. Além de responder às perguntas mais relevantes e recorrentes, o livro traz 15 sugestões de atividades para prevenção em sala de aula.
é nos limites, nos extremos da realidade social, que a indagação do cientista se torna fecunda. A explicação sociológica é incompleta e pobre se não passa pela mediação do insignificante. O relevante está no ínfimo, na vida cotidiana fragmentária e aparentemente sem sentido. Este livro, escrito por um dos mais importantes sociólogos brasileiros contemporâneos, trata da vida social, do imaginário e da visão de mundo do homem simples e cotidiano.
O século XIX trouxe avanços tecnológicos e industriais em diversas áreas. Uma, porém, ficou para trás: a Medicina. Ao redor do planeta, a mortalidade infantil alcançava taxas altíssimas e a expectativa de vida era baixa. Doenças diversas castigavam a população. Mas o cenário mudou ao longo do século XX. Este livro narra, de forma deliciosa, como médicos e cientistas lançavam mão de criatividade, coragem e raciocínio lógico para tornar os progressos possíveis. Experimentos desumanos, antiéticos, acaso e sorte também contribuíram para descobertas inesperadas e revolucionárias. Essa novela, em que a mente humana foi uma das únicas ferramentas disponíveis, é contada pelos médicos Stefan Cunha Ujvari e Tarso Adoni em paralelo aos principais acontecimentos do século XX. Duas histórias inseparáveis, já que fatos históricos precipitaram descobertas médicas, e estas também influenciaram os rumos do século.
Em O discurso do avesso, Ruy Moreira, um dos mais renomados geógrafos da atualidade, reflete sobre a força e a responsabilidade do ensino de Geografia – saber que hoje se destaca entre os que mais problematizam o mundo em que vivemos. Para dar conta da amplitude do tema, o autor divide o livro em nove capítulos e discute respectivamente: o contexto das ideias geográficas atuais; os fundamentos dessas ideias; sua estrutura tradicional; o papel originário das chamadas “sociedades de Geografia” e das universidades; as instituições e manuais de ensino no Brasil (em especial, o livro didático); a definição do conteúdo programático e a visão de mundo da Geografia que se ensina; a concepção de Brasil a partir da Geografia que se ensina; as tendências ideológicas e estruturais do sistema universitário e escolar no nosso país. Por fim, no último capítulo, faz um balanço retrospectivo-projetivo da ciência e do ensino geográfico. Além de dar destaque à interação entre universidade e escola no desenvolvimento do currículo da Geografia, Ruy Moreira evidencia o papel de ponte que as instituições de ensino exercem ao difundir esse conhecimento para a sociedade como um todo. Assim, este livro estimula uma reflexão crítica e constitui uma importante ferramenta na formação de professores de todos os níveis, principalmente aqueles que procuram compreender com mais profundidade a situação do ensino de Geografia no Brasil.
A Sociologia da vida cotidiana se propõe a investigar, descrever e interpretar desde as simples ocorrências de rua até os fatos e fenômenos sociais relevantes e decisivos. Neste livro, o sociólogo José de Souza Martins faz um mergulho nesse campo e investiga peculiaridades da sociedade brasileira, particularmente sobre as Ciências Sociais dentro e fora da sala de aula, a desigualdade social, a cultura popular e a língua que falamos. Obra essencial para estudantes, pesquisadores e educadores da área, mas também a todos os interessados em compreender melhor a sociedade em que vivemos.
Ser Abrasquiano(a) significa não só apoiar a Saúde Coletiva como área de conhecimento, como também compartilhar dos princípios da saúde como um processo social e lutar pela ampliação dos direitos dos cidadãos à saúde pública e de qualidade.